Calendário tríplice viral: doses para crianças

O calendário tríplice viral orienta quando aplicar as duas doses da tríplice viral, por que a dose zero não substitui o esquema de rotina e como conferir atrasos, contraindicações e possíveis reações com a equipe de vacinação.
A vacina tríplice viral deve ser aplicada, na rotina infantil, em duas doses: aos 12 e aos 15 meses, para proteger contra sarampo, caxumba e rubéola. Se seu filho recebeu a dose zero entre 6 e 11 meses, ainda precisa das duas doses de rotina; se está com atraso, leve a caderneta à Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar o que falta. Ministério da Saúde
Por que a tríplice viral é necessária e como ela protege?
Sarampo, caxumba e rubéola são doenças infectocontagiosas que podem causar complicações graves e até levar à morte, especialmente em crianças e pessoas mais vulneráveis. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra essas três doenças e está disponível gratuitamente no SUS. Ministério da Saúde
A tríplice viral contém vírus vivos atenuados, isto é, enfraquecidos. Eles estimulam o organismo a produzir defesas contra as três enfermidades. Esse é o princípio da vacinação: preparar a resposta imunológica para prevenir doenças, como explica a Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde · Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
O benefício não se limita à criança vacinada. Manter coberturas vacinais elevadas ajuda a reduzir a circulação de agentes infecciosos e a evitar o retorno ou a disseminação de doenças. Por isso, conferir a segunda dose é tão importante quanto lembrar da primeira: o esquema de rotina prevê as duas aplicações. Ministério da Saúde
Como reconhecer uma dose pendente e as possíveis reações?
Para saber se falta uma dose, o ponto de partida é a caderneta, não a presença de sintomas. Uma criança que chegou aos 15 meses e tem apenas a primeira dose registrada precisa ter sua situação conferida pela equipe de vacinação. O calendário de 2026 indica a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Ministério da Saúde
Depois da aplicação, as reações mais comuns são leves e temporárias. No dia a dia, os responsáveis podem perceber:
- Dor no local da aplicação, por exemplo, quando a região é tocada.
- Vermelhidão e inchaço na área onde a vacina foi aplicada.
- Febre baixa.
- Manchas vermelhas na pele. Ministério da Saúde
Existe também uma janela que costuma gerar dúvida: entre 5 e 12 dias após a vacinação, algumas crianças podem apresentar febre mais alta ou aumento dos gânglios linfáticos. Portanto, as reações descritas não se restringem ao dia da aplicação. São raros os casos de convulsão febril em crianças predispostas. Ministério da Saúde
A maioria dessas reações desaparece por conta própria, sem complicações ou sequelas; reações graves são extremamente raras. Entretanto, a lista não permite diagnosticar em casa a causa de qualquer febre ou mancha. As fontes consultadas não apresentam critérios para diferenciar uma reação vacinal de outras doenças pelos sintomas. Ministério da Saúde
O que fazer em casa para organizar a vacinação, passo a passo?
O cuidado doméstico mais útil é organizar o histórico e o retorno à unidade. Não é necessário transformar a vacinação em um procedimento complicado: a equipe confere os registros e identifica as doses necessárias conforme a idade e o histórico vacinal. Ministério da Saúde
1. Separe a caderneta e um documento de identificação. São os documentos indicados pelo Ministério da Saúde para a vacinação na UBS. Procure os registros da tríplice viral, que aparece como SCR no calendário de 2026. Se houver registro de tetraviral, apresente-o também: ela inclui proteção contra as mesmas três doenças e contra varicela. Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
2. Compare as datas com a idade da criança. O roteiro habitual é primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses. Se houve vacinação antes do primeiro aniversário, verifique com a equipe se foi dose zero: ela é adicional e não substitui nenhuma das duas aplicações de rotina. Ministério da Saúde
3. Leve as pendências para avaliação na UBS. Não é preciso decidir sozinho quais doses aplicar. Na multivacinação, a conferência é seletiva: os profissionais verificam a caderneta e aplicam somente o necessário para iniciar ou completar os esquemas previstos. Essa avaliação também pode identificar atrasos de outras vacinas. Ministério da Saúde
4. Informe condições de saúde e alergias graves antes da aplicação. Imunossupressão grave e histórico de anafilaxia a componentes da vacina, como neomicina, estão entre as contraindicações. O calendário também orienta pessoas com condições clínicas especiais a procurar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, os CRIE/RIE. Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
5. Confira qual será o próximo compromisso. Para quem recebeu a primeira dose na idade de rotina, a próxima referência é 15 meses. Para crianças a partir de 5 anos e pessoas até 29 anos não vacinadas no período recomendado, o Ministério informa duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Não confunda esse intervalo de atualização com as idades do calendário do bebê. Ministério da Saúde
6. Saiba quais reações podem ocorrer, sem improvisar tratamentos. As fontes descrevem os eventos possíveis, mas não fornecem doses de antitérmicos, horários de medicamentos, quantidades de líquidos, alimentos específicos ou técnicas de compressa. Por isso, este roteiro não prescreve medidas desse tipo. A orientação sobre medicamentos deve ser individualizada por profissional habilitado. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
O que não fazer e quais mitos atrapalham a proteção?
- “Tomou a dose zero, então já cumpriu a primeira dose.” Não. A dose zero é adicional: permanecem necessárias as doses aos 12 e aos 15 meses. Ministério da Saúde
- “É melhor esperar uma campanha para vacinar.” A tríplice viral faz parte da rotina e está disponível gratuitamente nas UBS. A campanha é uma oportunidade de atualização, não a única ocasião para receber a vacina. Ministério da Saúde
- “Qualquer criança pode receber a vacina.” Há contraindicações, incluindo idade inferior a 6 meses, imunossupressão grave e anafilaxia a componentes. Essas situações precisam ser informadas à equipe. Ministério da Saúde
- “Uma tabela antiga serve para decidir as doses de hoje.” A página educativa da Biblioteca Virtual em Saúde foi elaborada em dezembro de 2007 e mostra reforço entre 4 e 6 anos. Para as idades atuais, a referência utilizada aqui é o calendário de 2026, que prevê a segunda dose aos 15 meses. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
O que muda conforme a idade ou a situação da criança?
O calendário infantil e seu documento técnico abrangem crianças de 0 a 9 anos, 11 meses e 29 dias. Dentro desse ciclo, a indicação da tríplice viral varia conforme idade, doses registradas e situações especiais, como surtos. Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
- Menores de 6 meses: não devem receber a tríplice viral.
- De 6 a 11 meses: podem receber dose zero em situações de surto de sarampo.
- Aos 12 meses: primeira dose de rotina.
- Aos 15 meses: segunda dose de rotina.
- A partir de 5 anos, incluindo adolescentes: se não houve vacinação no período recomendado, a orientação geral até 29 anos é receber duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias e avaliação do histórico. Ministério da Saúde
Para atrasos antes dos 5 anos, os trechos fornecidos não detalham todas as possibilidades de atualização. A conduta prática é levar a caderneta para que a equipe determine as doses necessárias, sem criar um esquema por conta própria. Ministério da Saúde
Há ainda uma diferença importante entre os materiais: a página geral da tríplice viral descreve a segunda dose por meio da tetraviral. Já o calendário de 2026 apresenta tríplice viral e varicela separadamente aos 15 meses, permitindo tetraviral quando a varicela monovalente estiver indisponível. O essencial é conferir com a unidade o registro das proteções previstas, sem interpretar a diferença de nomes como dose necessariamente ausente. Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
Quais situações exigem avaliação e quando procurar pronto-socorro?
Para avaliação com o pediatra ou o serviço de vacinação:
- Antes de vacinar, se houver imunossupressão grave, inclusive por quimioterapia, medicamentos em doses imunossupressoras ou outras condições descritas pelo Ministério.
- Antes de vacinar, se houver histórico de anafilaxia a componentes, como neomicina.
- Quando houver condição clínica especial, para avaliar o atendimento nos CRIE/RIE. Ministério da Saúde · Ministério da Saúde
Para atendimento de urgência:
- Uma convulsão não deve ser tratada como reação leve para observação doméstica: procure atendimento de urgência. O Ministério informa que convulsões febris são raras e podem ocorrer em crianças predispostas, mas o material não fornece um protocolo de atendimento desse evento. Ministério da Saúde
Limite importante: as fontes fornecidas não estabelecem temperatura de corte, duração máxima de febre ou uma lista completa de sinais para decidir entre consulta e pronto-socorro. Assim, não é possível apresentar esses limites como recomendações documentadas. A informação de que a maioria das reações é leve não substitui avaliação individual quando há preocupação com o estado da criança. Ministério da Saúde · Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
Quais são as dúvidas mais frequentes sobre a tríplice viral?
Meu bebê tomou a vacina aos 8 meses. Precisa tomar novamente?
Sim. Se recebeu a dose zero, ainda precisa das aplicações de rotina aos 12 e 15 meses. O nome “zero” ajuda a lembrar que essa dose é adicional, não a primeira do esquema habitual. Ministério da Saúde
Meu filho passou dos 15 meses. Ainda posso atualizar?
Leve a caderneta ao serviço de vacinação. A equipe verifica a idade e o histórico e identifica as doses necessárias para completar o esquema. Não considere o atraso motivo para abandonar a vacinação. Ministério da Saúde
A tríplice viral também protege contra catapora?
Não. Ela protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Quem acrescenta a proteção contra varicela, também chamada catapora, é a tetraviral. O calendário de 2026 também prevê a vacina contra varicela separadamente. Ministério da Saúde
A campanha muda o calendário de todas as crianças?
Não automaticamente. A notícia de agosto de 2026 descreve multivacinação seletiva para menores de 15 anos e uma intensificação específica contra sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa estratégia local não deve ser confundida com uma mudança permanente para todo o país. Na rotina, as referências continuam sendo 12 e 15 meses, com conferência da caderneta pela equipe. Ministério da Saúde
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Na imprensa
O Ministério da Saúde anunciou a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, com mobilização até 1º de setembro e Dia D em 22 de agosto. A estratégia inclui a tríplice viral e intensifica a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, após o registro de casos relacionados à importação do vírus. A notícia esclarece que a dose zero para crianças de 6 a 11 meses é adicional e não substitui as doses de rotina aos 12 e aos 15 meses. Fonte: Ministério da Saúde — Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra ...
Dados epidemiológicos — Dr. Arthur de O. S e Silva
Você sabia? Segundo o ministro da Saúde, São Paulo chegou a 20 mil casos de sarampo em 2019 Ministério da Saúde.
Referências bibliográficas
- Tríplice Viral — Ministério da Saúde - Portal Gov.br — Ministério da Saúde
- Calendário Nacional de Vacinação revisado- Criança - Portal Gov.br — Ministério da Saúde
- Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra ... — Ministério da Saúde
- Vacinação | Biblioteca Virtual em Saúde MS — Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
- Calendário de Vacinação — Ministério da Saúde - Portal Gov.br — Ministério da Saúde
- CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO ANO 2026 — Ministério da Saúde