Quando o bebê deve começar a andar?

Por Dra. Alana Zorzan — Pediatra | CRM 52-122999-0 | RQE 57238

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## Introdução Um dos momentos mais aguardados pelas famílias no consultório aqui em **Botafogo** é, sem dúvida, o dia em que o pequeno ensaia os primeiros passos.

Por que o início da marcha é um marco tão importante?

Uma dúvida frequente das famílias no consultório aqui em Botafogo é quando o bebê deve começar a andar: a maioria dá os primeiros passos entre os 9 e os 18 meses, respeitando seu próprio ritmo de desenvolvimento. Essa conquista tão aguardada representa mais independência física e um marco no desenvolvimento neurológico e sensorial da criança.

No entanto, essa expectativa costuma vir acompanhada de muita ansiedade e comparações constantes com outros bebês. É fundamental entender que cada criança possui seu próprio ritmo, e que "andar" é o ponto final de um longo processo de amadurecimento muscular e de equilíbrio.

Como funciona o desenvolvimento motor do bebê até o caminhar?

O ato de caminhar não acontece da noite para o dia; ele é precedido por uma série de marcos do desenvolvimento. Primeiro, o bebê precisa fortalecer o tônus muscular do pescoço, depois aprender a sentar sem apoio e, frequentemente, passar pela fase do engatinhar.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a janela de normalidade para o início da marcha é bastante ampla. A maioria dos bebês começa a andar entre os 9 e os 18 meses de vida. Sim, um bebê que anda aos 10 meses e um que anda aos 17 meses podem estar ambos dentro do esperado para sua saúde.

Neurobiologicamente, o bebê precisa desenvolver a propriocepção, que é a capacidade do cérebro de entender onde o corpo está no espaço. Além disso, a musculatura do "core" (abdômen e costas) deve estar firme o suficiente para sustentar o peso da criança contra a gravidade.

Vale lembrar que o engatinhar é uma etapa preciosa, embora nem todos os bebês passem por ela. Ele ajuda na coordenação motora bilateral e no fortalecimento dos pulsos e ombros, o que facilitará o equilíbrio futuro na postura bípede.

Quais são as orientações práticas para estimular os primeiros passos?

Para que esse processo ocorra de forma segura e natural, os pais podem adotar algumas estratégias de estímulo em casa. Lembre-se que o foco deve ser o encorajamento, nunca a pressão sobre a criança.

  • Chão é vida: Deixe o bebê o máximo de tempo possível no chão (sobre tapetes de EVA ou superfícies firmes). Isso permite que ele explore movimentos, tente se levantar e ganhe força.
  • Pés descalços: Sempre que possível, deixe o bebê sem sapatos. O contato direto da planta do pé com diferentes texturas ajuda na formação do arco plantar e envia informações sensoriais importantes ao cérebro.
  • Apoios seguros: Disponibilize móveis pesados e estáveis (como sofás) onde a criança possa se apoiar para ficar de pé. Brinquedos que o bebê possa empurrar (estilo carrinho de compras) são excelentes facilitadores.
  • Diga NÃO ao andador: Como pediatra, reforço a orientação da SBP: não use andadores. Eles são perigosos, causam acidentes graves e atrasam o desenvolvimento motor real, pois a criança não aprende a equilibrar o próprio peso.
  • Brincadeiras de alcance: Coloque o bebê em uma superfície um pouco mais alta ou a uma pequena distância o brinquedo favorito dele para incentivá-lo a se deslocar lateralmente ou dar pequenos passos.

Quais são os sinais de alerta no desenvolvimento da marcha?

Embora cada bebê tenha seu tempo, existem alguns sinais que indicam a necessidade de uma avaliação mais criteriosa por um especialista. Se você notar algum destes pontos, agende uma consulta:

  • O bebê tem 18 meses e ainda não deu os primeiros passos de forma independente.
  • A criança caminha apenas na ponta dos pés de forma persistente e o tempo todo.
  • Existe uma assimetria evidente, onde o bebê usa muito mais um lado do corpo do que o outro para se locomover.
  • O bebê parece apresentar uma frouxidão excessiva ou, ao contrário, uma rigidez muscular que impede o movimento natural.
  • Houve perda de habilidades que o bebê já possuía (regressão do desenvolvimento).

Como o app Mini Lowe pode ajudar no acompanhamento do bebê?

Sabemos que a rotina de cuidados com um bebê é intensa e, muitas vezes, os pais se sentem perdidos sobre o que esperar em cada mês. É aqui que a tecnologia se torna uma grande aliada da pediatria moderna.

O app Mini Lowe possui uma funcionalidade incrível chamada Roadmap de Desenvolvimento, que mapeia todos os marcos motores, cognitivos e de linguagem conforme a idade do seu filho. Em vez de você se comparar com o filho da vizinha, você acompanha o progresso real e individualizado do seu bebê.

Através desse roadmap, você recebe dicas diárias e personalizadas de como estimular seu pequeno de acordo com a fase exata em que ele se encontra. Se o seu bebê está na fase de se levantar com apoio, o app enviará sugestões de brincadeiras educativas para fortalecer esse momento específico.

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Qual a conclusão sobre o processo de aprender a andar?

Caminhar é uma das maiores vitórias da primeira infância, simbolizando a descoberta do mundo sob uma nova perspectiva. Como pediatra, meu papel é garantir que essa transição ocorra com saúde, segurança e respeitando a individualidade de cada pequeno paciente.

Respeite o tempo do seu filho, forneça um ambiente seguro para exploração e comemore cada pequena tentativa. Se as dúvidas persistirem, o acompanhamento nas consultas de puericultura é o melhor caminho para garantir um crescimento pleno e feliz.

Referências Bibliográficas

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial. Caderneta de Saúde da Criança e o acompanhamento do desenvolvimento. Disponível em: sbp.com.br.
  2. Ministério da Saúde (Brasil). Diretrizes de Atenção à Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento. Brasília, DF.
  3. World Health Organization (WHO). Motor development milestones. WHO Multicentre Growth Reference Study Group. Geneva, Switzerland.

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